Home Office – pós-COVID será que essa tendência vira realidade?
Home office já foi um dos temas mais discutidos em relação ao assunto “futuro do trabalho”. E agora, com o COVID, o futuro tornou-se mais REAL que nunca. A pergunta que não quer calar, ele veio para ficar de vez?
Por Mika Amato
Em 2008 quando eu trabalhava em uma empresa multinacional lembro desse assunto ser bastante discutido, seja na questão da gestão, produtividade ou até “benefício”, principalmente quando envolvia o retorno da licença maternidade, por exemplo.
Eu mesma senti isso na pele quando fiquei um período em home office, e lembro da sensação de produzir muito mais em menos tempo, pois não interrompia o trabalho para o café e era menos interrompida por pessoas que passavam apenas para dar um “oi” nas baias abertas e baixas. Sem contar o tempo de deslocamento e as infinitas reuniões.
Mas, naquela época eu ainda não tinha filhos e, por outro lado, não tinha ainda tantas inovações tecnológicas como hoje, por exemplo WhatsApp, web chats, Google drive e até o Ifood, Rappi, e assim vai…
Hoje, ou melhor, a mais ou menos um mês, por conta do COVID, todos nós fomos obrigados a entrar nesse mundo de home office. E tem muita coisa interessante acontecendo.
Para a DESROTULADAS, esse modelo de trabalho tem funcionado tão bem, que estamos de fato reavaliando a necessidade de ter uma estrutura física.
Já em relação ao mercado, essa forma de trabalho veio mesmo para ficar?
Como fica a comunicação nesse novo modelo? Esse modelo funciona para quem?
Muitos relatórios de tendência que tenho lido, andam dizendo que esse é um dos novos BETAs, ou seja, novo normal.
Vamos então separar os assuntos?
Gestão
Já faz um tempo que se iniciou a discussão sobre a necessidade de as empresas caminharem para uma gestão horizontalizada. Discutia-se a necessidade de as empresas promoverem ambientes menos hierárquicos onde as decisões poderiam ser mais compartilhadas, incentivando a cocriação. E para isso, as ferramentas de gestão de projetos e planejamento, passariam a ser a nova ordem.
Quando se tem regras claras e os rituais culturais bem implementados, a gestão surge de um lugar de CONFIANÇA na entrega. Com metas e prazos claros, com certeza o trabalho por ser feito a distância.
Produtividade:
Acho que se antes as empresas pensavam em dar um local de trabalho incrível para trabalhar, movidas pelo exemplo do Google com jogos e salas coloridas, não era porque eram legais, e sim porque perceberam que bons locais de trabalho ajudam na produtividade.
Mas simplesmente mandar todos para casa, sem pensar sob essa ótica, não é muito legal certo?
Acredito que as empresas tenham sim que pensar nas pontas, ou seja, meu funcionário tem um bom home office? Tem internet adequada, local reservado, cadeira e mesa que não prejudiquem a ergonomia?
Se esse for um movimento real, que veio mesmo para ficar, então as empresas que decidirem reduzir a estrutura física e diminuir seus custos, deveriam transferir parte desses recursos para as pontas, não acham?
Comunicação:
Ao ter seu time de colaboradores nas pontas, ou seja, em home office, você precisa garantir que a comunicação da empresa chegue. Como?
Enviando vídeos com frequência, fazendo calls com hora marcada, liberando informações de forma unificada para que possam trabalhar, disponibilizando arquivos “institucionais” na nuvem, e assim vai.
De novo o que prevalece nessa equação é a CONFIANÇA.
E claro, quando tudo voltar ao normal (esperamos que breve), você poderá se reunir com seu time em lugares bacanas e diferentes. Quebrar a rotina, fazer menos reuniões e mais encontros produtivos.
Trabalhar em home office exige uma grande dose de profissionalismo, autocontrole e muita disciplina. Para as famílias com filhos em casa então é uma super missão (com ou sem aulas online).
Por isso se organize, divida as tarefas e peça ajuda! E, depois, se sua empresa adotar isso definitivamente, negocie uma verba para uma estação em um coworking, se for realmente impossível ficar em casa.
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